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Huellatina angaria donativos para apoiar vítimas do terramoto na Venezuela

A iniciativa tem como objetivo prestar apoio de emergência às famílias afetadas, reunindo desde água e bens essenciais até utensílios necessários para a sobrevivência.

A ONG Huellatina é um dos pontos de recolha de donativos destinados às vítimas do terramoto que atingiu a Venezuela. A iniciativa tem como objetivo prestar apoio de emergência às famílias afetadas, reunindo desde água e bens essenciais até utensílios necessários para a sobrevivência. Os interessados em ajudar na causa podem entregar as doações de segunda a sexta-feira, das 11h às 17h, na Rua Augusto da Rosa, 198. Aos finais de semana, a entrega pode ser combinada através do número 917618068. 

Entre os itens que podem ser doados estão tendas de campismo, sacos-cama, colchões insufláveis, mantas térmicas, garrafas de água, recipientes herméticos, sacos impermeáveis, fogareiros portáteis, pratos e talheres de campismo, além de lanternas, lâmpadas LED, pilhas, baterias recarregáveis, kits de primeiros socorros, apitos de emergência, pastilhas purificadoras, filtros portáteis e garrafas com filtro.

Segundo o balanço provisório divulgado pelo governo venezuelano, 920 pessoas morreram na sequência dos tremores registados na última quarta-feira (26), enquanto 3.360 ficaram feridas e cerca de 4.000 pessoas estão desalojadas. Aproximadamente, 400 edifícios foram danificados ou ficaram completamente destruídos.

Para a presidente da Huellatina, Angélica Bolívar, este é um momento de união e solidariedade. “É preciso juntar forças e ajudar no que for possível para levar esperança ao povo venezuelano”, afirma.

Desde quinta-feira (27), a rotina da organização deixou de ser a habitual. A chegada constante de pessoas para entregar donativos demonstra a solidariedade da comunidade, que se mobiliza para apoiar a causa. Entre os doadores estão cidadãos de diferentes nacionalidades, unidos pelo mesmo objetivo: ajudar as pessoas afetadas pelo desastre.

Entre eles estão Stefani González e Arón Gómez, venezuelanos que, mesmo estando longe do país, encontraram uma forma de contribuir. Os dois partilham a angústia de acompanhar a situação à distância e a importância de poder ajudar.

“Estamos emocionalmente afetados. Os nossos familiares e amigos estão bem, mas temos conhecidos que perderam familiares [...]. É como estar numa prisão, entre quatro paredes, sem conseguir sair e sem conseguir ajudar. Então, a única forma de podermos fazer alguma coisa é assim.”

Os donativos recolhidos serão encaminhados através da rede institucional coordenada pela Câmara Venezuelana Portuguesa de Comércio, Indústria, Turismo e Afins (Cavenpor).

A Huellatina manifesta solidariedade a todas as pessoas afetadas pelo terramoto e às famílias que perderam familiares e amigos.



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Autor da notícia:

Bruna Oliveira

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