Associação de estudantes guineenses junta-se à campanha solidária para a Venezuela
O grupo tem contribuído para a arrecadação de artigos essenciais e para a organização dos bens recebidos.
A Associação de Estudantes da Guiné-Bissau no Porto juntou-se à campanha solidária promovida pela ONG Huellatina para apoiar as vítimas dos terramotos na Venezuela. Desde o dia 27 de junho, a organização tem mobilizado voluntários para a recolha e organização de donativos destinados às comunidades afetadas pela catástrofe. A associação tem contribuído para a arrecadação de artigos essenciais e para a organização dos bens recebidos. Perante o elevado volume de donativos, a Huellatina contou ainda com o apoio de voluntários e do Centro de Apoio Social (CAS), que disponibilizou um espaço para o armazenamento do material recolhido. Posteriormente, os donativos serão enviados para a Venezuela através da rede institucional coordenada pela Câmara Venezuelana Portuguesa de Comércio, Indústria, Turismo e Afins (Cavenpor). A participação na campanha reflete o compromisso da Associação de Estudantes da Guiné-Bissau com ações de solidariedade e apoio comunitário. Com cerca de 200 membros, a organização dedica-se ao acolhimento, orientação e acompanhamento de estudantes guineenses que chegam ao Porto para prosseguir os seus estudos. O trabalho da associação estende-se desde a chegada dos estudantes até à conclusão do percurso académico, prestando apoio em questões sociais, académicas e de regularização documental. Todos os anos, são realizadas eleições para renovar a direção e garantir a continuidade da representação da comunidade estudantil guineense no Porto. Além do acompanhamento aos estudantes, a associação promove ações de formação, celebrações culturais e momentos de convívio que fortalecem os laços entre a comunidade guineense e incentivam a participação de pessoas de diferentes nacionalidades, promovendo a interculturalidade e a integração. Segundo a representante da associação, Rania Moreira, muitos estudantes chegam a Portugal sem conhecer a realidade local e enfrentam dificuldades de adaptação. "Chegamos aqui muito perdidos. Temos tudo novo: um país novo, uma cidade nova, pessoas novas e um ambiente completamente diferente. Precisamos de orientação para conseguirmos integrar-nos", explica.
A associação está aberta a todos os estudantes guineenses, independentemente da idade. Os interessados em integrar a organização podem entrar em contacto com a direção para obter mais informações sobre as atividades e o processo de adesão.
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